segunda-feira, 30 de julho de 2007

Som dos Gestos

Nem tudo o que escrevemos precisamos estar sentindo ou ter experimentado. É necessário ter maturidade e sentimentos para entender como e porque e passá-los para o papel!


"Suas mãos em meus cabelos e nos aproximamos.
Eu te abraço e num gesto de carinho nos beijamos.
Fecho os olhos e sua mão passeia em meu rosto: meus olhos, meu nariz, as bochechas, minha boca e esta, sela seu indicador com um estalinho. Sorrimos. Seus carinhos, nossos beijos; acaricio sua nuca, beijo seu pescoço.
Suas mãos em minhas costas, meu ombro, minhas saboneteiras.
Gestos de amor pintam, com suas mãos em meu corpo, carícias que nem Da Vinci, Picasso ou Monet em suas obras mais clássicas souberam realizar.
Sinto meu coração pulsar entre meus seios enquanto ouço o som do silêncio ensurdecedor que nos envolve e nos conduz a getos e movimentos, beijos que produzem pequenos estalos e a quebra assim, deste som anterior.
Minhas mãos firmamse em seus ombros como se eu estivera escalando uma densa montanha e então; deslizam sobre suas costas enquanto beija minha nuca e meu pescoço e minha orelha e arrepio-me de olhos fechados.
São os seus beijos, os mais doces e leves, sutis e tímidos que me conduzem a qualquer movimento de meu corpo.
Suas mãos. Ah! Suas leves, grandes e fortes mãos agora em minha cintura fazemme sentir acolhida e protegida; tão pequena, mas sua.
Sinto agora seus beijos em minha barriga, ao redor de meu umbigo e suas mãos descem da cintura para esta que acabara de ser beijada e então deslizam em meu corpo e como um musico apaixonado toca seu violão, ele me toca e nos tocamos e sai a música.
O som dos gestos, no tom do amor."

quinta-feira, 28 de junho de 2007

Sonho

Minhas rimas
Me seguem e minha tristeza
E confusão
As enche de incertezas
De uma vida confusa
Onde tudo parece voar
E escapar das minhas
Mãos
Quando fecho os olhos
É quando acho o meu lugar
Onde nada flutua
Onde a paz reina
Onde tudo é possível
Porém,
Toda manha abro meus
Olhos e vejo a realidade
Onde verdade não falta
E assim vejo a crueldade
Na humanidade
E vejo que tudo o quero
Não vai ou não pode acontecer
Por isso
A única coisa
Que posso fazer
É conviver com o real
Lugar
Onde eu pertenço
Tornando
Toda noite
Mais difícil
Pois não sei
Se sinto felicidade
Em ir para minha alternativa realidade
Ou se sinto tristeza
Em ver que de tudo
O que sonho
Pouco vou ter.

segunda-feira, 25 de junho de 2007

Incompleta

Queria escrever algo especial.
Um texto fruto de inspiração,
Feito com o coração pulsante,
O sangue fortemente nas veias
E na memória, imagens tuas e sonhos
De um final feliz.

Infelizmente a inspiração não chega;
Não me vem ao coração palavras dignas de serem escritas
E sinto-me limitada, enclausurada em um túnel longíquo,
Sozinha, sem avistar uma saída.

Não sei como consegui escrever estas linhas.
Talvez seja porque preciso expressar o que sinto
Ainda que não seja um mar de rosas;
E, como encontro-me solitária,
A escrita é minha maior ouvinte, minha maior amiga;
Minha única saída.


Flavia Castro

quinta-feira, 21 de junho de 2007

Meu porto, meu eu

Quando o meu porto-seguro
Ameaça desabar
Eu quero me recolher no mar
Penso em voar
Viajar nas nuvens
E esquecer o mundo da realidade
Mas já aprendi
Que quando se foge
Tudo piora
E quando eu volto
Não tem nada no lugar
Assim,
O que me resta é ficar
Mas me sinto tão fraca
E não tenha nada
Em que me agarrar
Me pergunto, então
O que vai ser de mim

Queria tanto

Queria tanto ter
Alguém para poder
Falar sobre o que penso
E o que passa na minha vida

Queria tanto ter
Alguém para me fazer
Companhia em silencio
Estar somente por estar

Queria tanto ter
Alguém que me fizesse
Rir e não chorar
Com um simples pensamento

Mas será que esse alguém
Algum dia vou achar ?
Pois começa a pensar
Que procuro no errado lugar